A Bluepoint Games foi oficialmente encerrada pela Sony Interactive Entertainment, em uma decisão que impacta cerca de 70 funcionários e levanta dúvidas sobre a atual estratégia da marca PlayStation.
Fundado em 2006, o estúdio ficou conhecido por remakes de altíssimo nível técnico, como Shadow of the Colossus e o remake de Demon’s Souls, que serviu como vitrine tecnológica do PS5. Após a aquisição pela Sony em 2021, a equipe colaborou em God of War Ragnarök e passou a trabalhar em um projeto live-service ligado à franquia God of War, posteriormente cancelado em 2025.
O fechamento evidencia um movimento que vem se repetindo: estúdios com forte histórico em experiências single-player sendo redirecionados para projetos GaaS e sofrendo as consequências quando essas iniciativas não avançam.
Mais do que o fim de um estúdio, a decisão sinaliza um conflito estratégico. A Bluepoint representava especialização técnica, preservação de clássicos e o tipo de experiência premium que ajudou a definir a identidade do PlayStation.
Encerrar essa equipe após o cancelamento de um projeto live-service reforça a percepção de que a aposta em GaaS tem sido instável e, em alguns casos, custosa.
No fim, a sensação é clara: não é apenas uma perda de talento, é um alerta sobre direção. Se a força do PlayStation sempre esteve em experiências autorais e refinadas, fechar um estúdio com esse perfil levanta a pergunta inevitável sobre qual caminho a Sony pretende seguir daqui para frente.