A S-Game aproveitou o State of Play desta semana para revelar um extenso deep dive de Phantom Blade Zero, mostrando detalhes inéditos da história, do mundo, da exploração e, principalmente, do sistema de combate do RPG de ação. E, pelo que foi apresentado, o jogo promete apostar pesado em uma identidade visual e mecânica bastante própria.
Na história, controlamos Soul, um antigo e temido assassino da Ordem que é traído e acusado pela morte de seu próprio líder. Após um duelo contra seu irmão de sangue, Zuo Shang, Soul é morto, mas acaba sendo revivido por uma misteriosa figura conhecida como Flesh Sculptor, que lhe concede um novo coração.

O problema é que Soul tem apenas 66 dias de vida para encontrar uma cura e descobrir quem está por trás da conspiração que destruiu sua vida. Suas decisões também terão consequências e poderão alterar o destino do protagonista.
A aventura acontece no chamado Phantom World, ou Wulin, um universo de fantasia inspirado no wuxia que mistura artes marciais tradicionais com elementos de steampunk, máquinas e modificações corporais. Uma das regiões apresentadas foi Pangzhen, uma cidade que reúne guerreiros e diferentes facções do submundo das artes marciais.
E a ambientação parece ser um dos grandes destaques do projeto. A S-Game mostrou vales dominados por bandidos, armazéns abandonados com marionetes, grandes lagos que podem ser atravessados utilizando uma lancha e diversas outras áreas com identidades completamente diferentes.
Apesar de possuir uma grande estrutura de exploração, Phantom Blade Zero não será um mundo aberto tradicional. Também não será uma experiência completamente linear. O jogo terá oito grandes regiões interconectadas, formando um único mundo, mas cada área foi construída manualmente para oferecer diferentes possibilidades de exploração.
O mapa, inclusive, foi desenhado à mão utilizando técnicas inspiradas na pintura chinesa com tinta, oferecendo apenas uma noção geral da localização. Cabe ao jogador explorar os ambientes para encontrar inimigos escondidos, tesouros, missões secundárias, pistas da história e outros segredos. Pontos já descobertos poderão ser acessados rapidamente utilizando sinos de viagem.
No combate, a S-Game revelou uma quantidade impressionante de opções. Serão 55 armas no total: 30 principais e 25 secundárias, incluindo espadas, lanças, punhos de ferro, martelos e armas de longo alcance, como o Tiger Cannon.
As armas também possuem seus próprios estilos e técnicas. Ao aprimorá-las, novas formas de combate são desbloqueadas, permitindo que o jogador construa diferentes estilos de jogo. E caso uma arma deixe de combinar com sua estratégia, é possível resetar sua progressão e recuperar os recursos investidos para utilizá-los em outra.
O sistema de combate é descrito pela equipe como “Kungfu Punk”, combinando artes marciais chinesas tradicionais, movimentação extremamente rápida, estética steampunk e modificações corporais. O objetivo parece ser transformar cada luta em uma espécie de coreografia de filme de artes marciais.
Um dos elementos mais interessantes revelados no deep dive está na dificuldade Hellwalker. Nela, determinados chefes não dependerão simplesmente de padrões fixos de ataque: eles poderão adaptar seu comportamento às ações, erros e hábitos do jogador em tempo real, tornando os confrontos potencialmente muito mais imprevisíveis.
Além das dificuldades tradicionais, também haverá o modo “66 Days”, liberado posteriormente, que coloca uma restrição ainda mais severa sobre a aventura e utiliza o conceito dos 66 dias de vida de Soul como parte do desafio.
Com uma direção de arte extremamente marcante, dezenas de armas, exploração não linear, combate altamente acrobático e uma ambientação que mistura wuxia, steampunk e horror, Phantom Blade Zero parece estar construindo uma identidade própria dentro do gênero de ação.
O jogo chega em 29 de outubro de 2026 para PlayStation 5 e PC.